Como a baixa autoestima afeta a sua vida e a sua carreira?

 

O que você gosta em você? Sente orgulho de quem você é? Se essas perguntas te incomodam ou se de alguma forma não consegue respondê-las, é provável que você precise olhar com mais cuidado para si mesma — você pode estar com um problema de baixa autoestima.

 

Talvez não seja um problemão, algo muito ruim que vai te tirar o sono à noite, porém já seria bom ligar o pisca-alerta. Porque para muitas mulheres isso é sim um problemão e tira o seu sono à noite.

 

Mas por que isso acontece? Por que muitos de nós às vezes nutrimos um sentimento de desagradável sobre nós mesmos? Por que não podemos simplesmente “nos estimar” mais?

 

Questões complicadas com respostas difíceis. Tão difíceis a ponto de evitarmos pensar nelas. Mas será que vale a pena deixar esse questionamento para depois, jogar adiante essa problemática que precisa ser solucionada mais dia, menos dia?

 

É exatamente sobre isso que falaremos neste post. Vamos lá?

 

  1. O que é autoestima? E quando se torna baixa autoestima?
    1. Questões mais graves
    2. Oscilações na autoestima
  2. Fatores que podem afetar a autoestima feminina
    1. Padrões de beleza e comportamento
    2. Experiências culturais
  3. Como a baixa autoestima afeta o trabalho
    1. Controle do cotidiano
  4. O que fazer para melhorar a baixa autoestima?
    1. Ferramentas potentes

 

1. O que é autoestima? E quando se torna baixa autoestima?

 

Bom, em primeiro lugar, antes de responder a qualquer pergunta, devemos primeiro definir a autoestima.

 

A autoestima é um entendimento que vem de dentro para fora. Isso significa que uma mulher não depende de ninguém para se sentir bem consigo mesma, porque ela já sabe que está bem do jeito que ela é.

 

Ela está ciente de seus pontos fortes e de suas habilidades. Ela inclusive se sente confiante para compartilhar esse entendimento com outras pessoas.

 

Isso não significa que ela seja necessariamente alguém super vaidosa. Ela apenas tem confiança em si mesma, entende suas limitações e sabe usá-las de maneira inteligente, desenvolvendo ainda mais suas competências.

 

Como melhorar a baixa estima feminina?

 

Ou seja, ela está ciente das áreas que precisam de melhorias e crescimento, entendendo assim que não é perfeita.

 

E tudo bem, certo? Afinal, quem quer ser perfeita neste mundo? Não precisamos da perfeição como forma de realização prática. Precisamos apenas de um norte para nos guiar, um ponto de chegada para traçarmos nosso caminho e seguir adiante com nossa jornada.

 

Dessa maneira, a autoestima é uma questão central de identidade, essencial para a validação pessoal e para a capacidade de sentir alegria. Uma vez alcançada, ela virá sempre de dentro para fora.

 

Questões mais graves

 

Mas cuidado: a autoestima também pode ser sofrer arranhões de fora para dentro. Uma mulher pode estar com a autoestima baixa porque muitas vezes acabou ouvindo mensagens negativas vindas do ambiente em que se encontrava. Seja pela cultura local, seja por certos relacionamentos.

 

Assim, essas mensagens negativas acabam machucando a autoestima da mulher. Elas ficam martelando, martelando, martelando… até que conseguem danificá-la.

 

A ponto de a mulher com autoestima machucada passar a se não mais se sentir bem consigo mesma — algo que costuma acontecer mais com mulheres do que com homens. E, assim, comece a pensar em coisas ruins, que afetam profundamente a sua vida.

 

Quando se chega a esse ponto, temos de fato um problema real, que precisa de cuidados especiais. Talvez seja a hora de buscar algum tipo de ajuda especializada, pois aí já não é uma questão que possa ser resolvida pelo RH. Nós não temos o devido preparo para lidar com situações mais graves como essa.

 

Oscilações na autoestima

 

Mas não é esse nível de gravidade que abordaremos neste texto. Estamos aqui falando de oscilações na autoestima que não causem danos profundos (ou até permanentes) à portadora.

 

Como dissemos no tópico anterior, questões como depressão, transtornos mentais e outras enfermidades devem ser tratadas por profissionais da saúde, não do RH.

 

Então, falaremos aqui de certo nível controlado de baixa autoestima que pode sim prejudicar a vida pessoal da mulher tanto quanto sua vida profissional. Mas que não ofereça graves riscos à sua saúde nem à saúde dos seus.

 

Dessa forma, nada melhor do que fazer uma autoanálise para entender em que pontos as dificuldades estão aparecendo. Ou seja, em quais aspectos da sua vida a baixa autoestima pode influenciar.

 

Entender como você costuma se comportar enfrentando determinados desafios ou estando em determinadas situações. Com isso em mente, é possível trabalhar no desenvolvimento de habilidades que irão te ajudar a superar suas expectativas.

 

2. Fatores que podem afetar a autoestima feminina

 

O que pode afetar a autoestima feminina?

 

Muitos fatores diferentes podem afetar a autoestima de uma pessoa. Mas quando essa pessoa é uma mulher, a coisa costuma ser um pouco mais complicada. Isso porque a mulher vai precisar lidar com situações que, em geral, não demandam o mesmo nível de atenção dos homens.

 

Padrões de beleza e comportamento

 

Em primeiro lugar, há uma questão de estética. O reinado da juventude em nossa sociedade, a beleza, a barriga malhada, o corpo escultural… Tudo isso cria um cenário de busca contínua por um ideal de beleza difícil de ser atingido. E muitas vezes, impossível.

 

Já na fase da adolescência, o mercado de revistas femininas (agora virtuais) e os programas de televisão moldam o imaginário da sociedade a um padrão quase sempre muito injusto às mulheres.

 

Afinal, mostram corpos esbeltos de modelos lindíssimas, com traços chamativos e linhas perfeitas. A artimanha é que muitas dessas imagens são simplesmente “photoshopadas” — mas isso não vão contar a você!

 

De qualquer modo, as meninas, mesmo sem terem muita consciência sobre isto, acabam sendo impulsionadas a concentrar seus esforços em sua aparência.

 

Muitas delas aprendem desde cedo que é melhor deixar atividades prazerosas de lado ​​em favor de uma busca da beleza. E aí aparecem as dietas malucas, os procedimentos cirúrgicos, as maratonas físicas etc.

 

Tudo isso para “reparar” aqueles corpos que não se encaixam em certos padrões. Como se o processo natural de envelhecimento fosse algo ruim em si — quando na verdade há muita beleza em corpos assim. E, aliás, há beleza em todos os tipos de corpo, sejam eles jovens ou não, sejam eles esbeltos ou não.

 

Mas há problema nesse tipo de ideal?

 

O problema é que muitas vezes esse ideal é vendido como caminho para a felicidade. Mesmo que isso não seja dito abertamente, essa é a mensagem que permanece no subconsciente.

 

Às vezes, essas mulheres se esforçam tanto para seguir esses padrões, que acabam machucando-se a si mesmas. Todos nós conhecemos tmos uma amiga considerada “linda” por inúmeras pessoas mas que ainda assim se sentem “feias”. É algo muito complicado — e que sem dúvidas pode causar baixa autoestima.

 

De qualquer forma, queremos deixar claro que não condenamos os procedimentos estéticos nem os esforços para cuidar da aparência! Cirurgias plásticas, por exemplo, são um tremendo avanço da ciência! Já trouxeram tanto conforto e alegria às pessoas… Quem, por exemplo, pôde reparar algum efeito incômodo causado por acidente sabe muito bem o que é isso.

 

Quando esses procedimentos e o esforço sobre o qual falávamos fortalecem a confiança da mulher, eles são extremamente bem-vindos. Afinal, todos nós temos o direito de nos sentirmos bem com a gente mesmo.

 

O nosso alerta vai apenas para que você não se sinta obrigada a ser alguém que não é. Ou seja, a negar a sua essência. Você é bonita exatamente por assim desse jeito, bonita por fora e por dentro.

 

A sua beleza está na sua essência. Faça dela a sua fortaleza.

 

Experiências culturais

 

Experiências culturais são outros elementos que podem causar baixa autoestima nas mulheres. Porque dependendo de como for a cultura de um local — ou de como esses valores chegam a determinadas mulheres —, elas passarão a se cobrar muito mais do que deveriam.

 

Por exemplo, no ambiente de trabalho. Quantas mulheres já não tiveram de fazer um esforço bem maior do que seus colegas homens para provar que são realmente competentes? Quantas já não ocuparam os mesmos cargos de homens, porém com salários menores?

 

Essa necessidade de se provar constantemente acaba sendo cansativa para muitas mulheres. E às vezes faz com que elas pensem algo absurdo: que não deveriam estar ali! Que aquele cargo não foi feito para elas… Quando, na verdade, é exatamente o contrário!

 

Um estudo da McKinsey realizado em 2019 apontou que, se mulheres no mundo todo ocupassem o mesmo papel dos homens nos mercados, haveria um acréscimo de US$ 28 trilhões na economia mundial até 2025!

 

Sim, isso que você leu! Vinte e oito trilhões de dólares! Isso mostra de maneira bem clara o impacto negativo da desigualdade de gênero.

 

Portanto, devemos combater esse tipo de comportamento, como algumas empresas já vêm fazendo. (E não apenas porque tem impacto na economia, mas também porque afeta a vida das mulheres como um todo.)

 

Novamente, porém, ressaltamos algo importante: não estamos tratando aqui de abusos e outras violências — que podem, também, estar vinculadas a fatores culturais. Esse assunto de maior gravidade deve ser tratado em outras esferas, que fogem às nossas competências.

 

3. Como a baixa autoestima afeta o trabalho

 

Como melhorar a baixa estima feminina?

 

Dando continuidade à questão da mulher no ambiente de trabalho, chegamos ao momento de falar sobre como, de fato, a baixa autoestima feminina acaba afetando o dia a dia corporativo.

 

De maneira geral, as mulheres com baixa autoestima tendem a assumir algum tipo de “comportamento autodepreciativo” no local de trabalho. Assim, acabam minimizando suas realizações ou deixando que outros levem o crédito por seu trabalho.

 

Muitas vezes, com o passar do tempo elas não se sentem dispostas para realizar suas atividades e também não se sentem realmente reconhecidas pelos pares. É uma sensação bastante desagradável para a pessoa. Sua autoconfiança pode estar sendo desgastada — e há resultados práticos vindos desse processo.

 

Pensando em termos de equipe, por exemplo, isso pode se tornar um obstáculo à realização das metas. Se uma membra do time não está performando de acordo com o que deveria, todo o cronograma fica comprometido. Portanto, isso pode ser um grande empecilho ao desempenho geral.

 

Diante de um grande desafio, ao invés de termos uma mulher forte e com fibra — que mesmo sabendo das suas limitações acredita na capacidade de encará-lo de igual para igual —, vemos uma mulher cheia de dúvidas de si mesma.

 

Resultado: uma mulher com rendimento abaixo da sua capacidade. Uma mulher que poderia acumular conquistas e vitórias com mais facilidade tendo seus planos adiados. Tendo, talvez, atrasada sua ascensão na carreira.

 

Mas esse cenário pode sim ser solucionado. Ainda mais nos dias de hoje, em que há tantos mecanismos de auxílio e tanta gente boa trabalhando para dar suporte a essas mulheres.

 

Um mundo em que mulheres estão cada vez mais empoderadas e a diversidade está cada vez mais presente no ambiente de trabalho. Enfim, um mundo que, apensar das dificuldades, pode oferecer métodos para elevar a autoestima dessas mulheres e dar a elas tudo o que sempre mereçam.

 

Controle do cotidiano

 

Além de situações não animadoras com os colegas de trabalho, há também situações chatas com os amigos mesmo. Os companheiros de vida, “a família que a gente escolhe”.

 

De maneira geral, pessoas com baixa autoestima não conseguem dizer não. Elas acabam fazendo favores que não querem fazer ou para os quais não têm tempo. Acabam indo para onde não querem e com pessoas com quem não querem ir!

 

Quantas vezes você já se pegou indo a lugares que te aborrecem só porque não conseguiu dizer não? Quantas vezes já se viu atarefada com compromissos que não são da sua responsabilidade só porque não conseguiu negar o favor?

 

Se for uma vez ou outra, não tem problema. Faz parte da vida. Afinal, o rio nem sempre corre pelo leito natural — sobretudo quando há tempestades…

 

Mas se forem muitas vezes, aí sim é um problema. Porque nesse caso é você já perdeu o controle sobre suas atividades cotidianas. Já não consegue mais fazer o que precisa ou o que quer. E infelizmente é isso que ocorre com a maioria das mulheres com baixa autoestima: elas não têm controle sobre suas vidas.

 

4. O que fazer para melhorar a baixa autoestima?

 

Como vimos, a baixa autoestima feminina pode ser um problema bastante sério. As consequências podem ser nefastas para a vida da mulher, sobretudo se ela já tiver de enfrentar alguns problemas externos pesados.

 

Aliás, num país como o Brasil, de tantas desigualdades econômicas e sociais, esses problemas externos são facilmente reconhecíveis…

 

Deixar que a baixa autoestima mine ainda mais a sua confiança é um caminho rápido para os fracassos profissional e pessoal.

 

Mas isso pode ser diferente!

 

Essas mulheres podem obter ajuda profissional e cura emocional. É fundamental lembrar que ninguém “merece ser abusada” — acredite, ler isso é tão horrível quanto escrever.

 

Se algo ruim aconteceu com você, não significa que há algo errado em você. A responsabilidade pelo abuso é sempre da pessoa que cometeu o abuso, e nunca da pessoa abusada. A vítima continua sendo vítima.

 

O primeiro passo é entender sobre si mesma. Estar aberta ao autoconhecimento e às suas possíveis consequências, sejam elas boas ou ruins.

 

Olhar para si mesma e entender quem você é. Pode até parecer fácil, mas é uma das atividades mais complicas e reveladoras que um ser humano pode fazer.

 

Depois disso, é interessante buscar alguém com experiência no assunto. Alguém que saiba traçar características do seu perfil e dos seus comportamentos. E assim poder traçar com mais assertividade o seu nível de autoestima.

 

Ferramentas potentes

 

Provavelmente você deve estar pensando: “Mas isso é invasivo demais. E pior, é caro demais!” Realmente, na maioria das vezes é um preço elevado.

 

Mas hoje em dia há ferramentas que podem realizar essa função tão bem quanto experts no assunto. E como sabemos disso?

 

Como melhorar a baixa estima feminina?

 

Sabemos porque os sistemas automatizados e a inteligência artificial já chegaram a um patamar que permite colher dados de milhões de mulheres espalhadas pelo mundo e organizá-los de acordo com padrões de comportamento.

 

Realizando testes simples, com perguntas acessíveis, é possível reconhecer os mais variados perfis de autoestima. E, agora vem a melhor parte, traçar planos de ação para mudanças.

 

Sua autoestima é alta? Ótimo, é hora de estimular pontos fortes e adquirir ainda mais conhecimentos e habilidades do que você já tem!

 

Sua autoestima é baixa? Não tem problemas, é hora de entender quais são os pontos fracos e como podem ser melhorados.

 

Autoconhecimento é sempre bom. Só assim é possível ser verdadeira consigo mesma e viver de acordo com suas características, sem deixar nada de colocar para baixo e anular sua essência.

 

Em outras palavras: ser cada vez mais quem você realmente é!

 

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Por Amauri Campos