Triagem

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Triagem é a etapa do processo seletivo em que se filtram os candidatos que melhor atendem aos pré-requisitos necessários às funções que, se contratados, deverão desempenhar numa organização. 

Os pré-requisitos para uma vaga de trabalho são descritos por palavras-chave, senioridade e competências relevantes para a posição a ser preenchida. Comumente, os recrutadores partem de uma análise de função, ou job analysis, para determinar quais características o profissional deve apresentar para ocupar a posição.

Após a definição dos pré-requisitos e responsabilidades da posição vaga, os recrutadores definem a estratégia de recrutamento, por meio da qual coletam os primeiros perfis a serem triados. Independentemente de se tratar de um processo de recrutamento ativo ou passivo, os perfis coletados serão filtrados de forma que somente os perfis mais aderentes ao desejado sejam continuados no processo seletivo.

Essa filtragem – a triagem – pode ser feita de diversas maneiras e cada recrutador pode definir até que ponto do processo seletivo ainda se pode falar em triagem. Aqui, para todos os efeitos, vamos considerar que a triagem acontece até o momento em que as etapas do processo seletivo passam a ser presenciais.

Tradicionalmente, o método de triagem mais comum é a triagem por currículos. A princípio, os currículos eram recebidos em vias físicas (impressas), mas, com o avanço das tecnologias e dos ATS’s, tornou-se cada vez mais raro encontrar uma oportunidade de trabalho que exija currículos impressos.

Empresas maiores e posições mais operacionais tendem a receber milhares de currículos durante um processo seletivo. Independente de se utilizar um ATS moderno e com diversos filtros de requisitos, esse alto fluxo de candidaturas dificulta e desacelera todo o processo, tornando-o extenso e pouco eficaz, além de ser altamente suscetível a vieses cognitivos dos recrutadores.

Após filtrarem os currículos mais aderentes ao perfil definido pelas atribuições da vaga, alguns recrutadores optam, como parte da triagem, por realizar uma ligação telefônica para o candidato a fim de alinharem as expectativas do candidato à oportunidade oferecida, conferindo pretensão salarial, acessibilidade à localização da empresa, o interesse real em participar do processo seletivo, etc.

No entanto, o método de triagem que efetivamente tem se mostrado assertivo e um bom preditor de performance dos candidatos contratados é o método de assessments. Em substituição aos antigos testes psicotécnicos e de grafologia, os assessments têm crescido como ferramentas digitais de avaliação de perfil, buscando mensurar de maneira mais objetiva possível os aspectos de personalidade e cognição dos candidatos.

Assessments mais completos, como o Mindmatch, desenvolvido pela Mindsight, avaliam o indivíduo de forma multidimensional e são capazes de cruzar diferentes resultados do indivíduo para fornecer uma nota absoluta de potencial bruto. Ou seja, por meio de uma avaliação mais completa das capacidades cognitivas, sociais, pessoais e culturais do sujeito, o assessment é capaz de fornecer uma predição aproximada de como o indivíduo irá performar dentro da organização.

Estudos mostram que a capacidade cognitiva é a característica individual avaliada em processos seletivos que possui a maior correlação com a performance profissional. Além disso, sabe-se que indivíduos inseridos em ambientes em que suas crenças e valores são respeitadas e compartilhadas, bem como seus esforços são reconhecidos e admirados, mantêm-semais engajados e motivados na sua função, performando melhor.

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