Mapeamento cultural: qual a melhor forma de fazer?

 

Cultura organizacional são os padrões de comportamento e tomada de decisão que regem o modo de pensar e agir de uma empresa. Isso impacta no seu funcionamento interno e gera diferenciação no mercado.

 

É importante ter o conceito claro antes de mergulharmos no assunto de mapeamento, então caso ainda tenha dúvidas, sugerimos o seguinte conteúdo para você: Cultura organizacional: mas afinal, o que é?

 

Uma vez entendido o conceito e a sua importância, a atenção normalmente se volta para um próximo passo: como realizar um mapeamento cultural da minha organização?

 

Com certeza, existem algumas crenças e comportamentos estabelecidos na empresa. Talvez tenham partido dos fundadores. Talvez sejam padrões da indústria da qual faz parte. Ou talvez, “sempre foi assim” e ninguém saiba muito bem explicar o porquê. 

 

O mapeamento cultural servirá para você entender a fundo os padrões já existentes, a fim de comparar com a estratégia da organização, posicionamento de marca e objetivos da empresa.

 

É essencial que esses elementos estejam alinhados com a cultura e vice-versa. Para realizar esse estudo, existem duas abordagens possíveis: uma linha mais antropológica e uma mais positivista. A primeira proporciona mais profundidade e a segunda, mais escala

 

Como fazer um mapeamento cultural?
Um mapeamento cultural busca mostrar traços de personalidade e comportamentos de um candidato ou funcionário.

 

A abordagem antropológica 

 

Dentro da antropologia existe um conceito chamado etnografia. Etnografia é o método utilizado para coleta de dados e pesquisa sobre um povo, um grupo, uma tribo.

 

O método consiste em imergir no contexto de um grupo, vivendo os mesmos rituais que eles vivem, experimentando as mesmas coisas, interagindo subjetivamente com tudo o que acontece para entender os aspectos culturais por detrás de cada atitude. Envolve um extenso trabalho de campo, que é meticuloso e pode ser recompensador.

 

No meio corporativo, podemos utilizar dos conceitos da pesquisa etnográfica para entender a cultura da organização. Quando o processo envolve de fato olhar para dentro, investigar com profundidade o cenário atual e por vezes, definir novas diretrizes, esse tipo de pesquisa pode ser útil.

 

Logo, a escolha fica então entre utilizar um serviço de diagnóstico de cultura de terceiros, que pode ser mais especializado e isento de vieses prévios. Ou utilizar a própria equipe de recursos humanos, que provavelmente já entende melhor a situação da empresa, já está imersa no ambiente, mas pode estar presa a concepções pré-estabelecidas. 

 

Adaptando então para o mundo corporativo, e olhando para o conceito que estamos trabalhando, são dois pontos principais que devem ser observados nessa pesquisa: comportamentos e tomadas de decisão. 

 

Os comportamentos podemos observar a partir de interações: entre áreas, liderança e liderados, gestores, entre outros. Um momento em que esse tipo de interação fica claro é em reuniões. Normalmente, sem percebemos, seguimos um certo ritual nas reuniões que diz muito sobre os comportamentos do grupo.

 

Já no caso da tomada de decisão, as mais importantes nesse estudo são que tem a ver com gente. Ou seja, contratação, promoção, bonificação, realocação e demissão. Os motivos por detrás dessas decisões são essenciais para entendermos o que é valorizado e o que não é na empresa.

 

A abordagem positivista 

 

Se por um lado para processos de diagnóstico interno, a abordagem antropológica é eficiente, por outro, para aplicação em escala, como no caso de processos seletivos, ela é inviável. 

 

Tendo em vista que ela se baseia em avaliação subjetiva e meticulosa de comportamento, ela não entrega uma forma quantitativa de mensuração da cultura, o que torna inviável para larga escala. 

 

Nesse contexto, sugerimos uma abordagem positivista, que propõe a utilização de teorias comprovadas por métodos científicos. Algumas teorias propõem assessments como forma de mensuração de cultura. Por exemplo, o Organizational Culture Profile (OCP) é uma metodologia estudada e testada há mais de 20 anos, o que traz conforto suficiente para que possamos utilizá-la amplamente. 

 

O mais importante é entender que o teste em si não trará um diagnóstico profundo da organização. Mas, proporcionará base comparativa da empresa com o mercado e das pessoas da empresa, com pessoas externas, como candidatos de processos seletivos.

 

A grande vantagem é que por ser um questionário, com respostas objetivas e proporcionar referencial comparativo, temos como resultado a mensuração da proximidade entre os grupos e pessoas medidos, proporcionando informações objetivas para tomada de decisão

 

Para finalizar esse post, fica o convite para acompanharem o nosso canal de podcasts, o Fator G(ente), com foco em conteúdo para liderança. Inclusive, tem um episódio sobre Cultura Organizacional lá, confira: Podcast – Cultura Organizacional.

Por