E-leadership: saiba mais sobre essa nova tendência

 

Você nunca ouviu falar sobre e-leardership? Pois saiba que esse conceito está ganhando força no mercado de trabalho e pode ajudar a sua empresa a se modernizar e reter talentos. 

E-leardship, no sentido literal é liderança online, que nada mais é do uma forma de liderança baseada em recursos digitais. 

Tais quais videoconferências, compartilhamento online de documentos, softwares de acompanhamento de produtividade ou plataformas de comunicação interna, como o Slack, por exemplo. 

O objetivo dessa nova liderança é otimizar a relação entre líder e liderado, de modo que esse relacionamento seja mais dinâmico e flexível. 

O mercado de trabalho está mudando rapidamente, assim como quem o compõem, sendo assim, é necessário olhar para aqueles que hoje ocupam grade parte do mercado: os millennials. 

Esse grupo anseia por uma vida profissional que caminhe lado a lado com a modernização de processos, possibilitando mais liberdade no modo de trabalho. 

Então é preciso acompanhar as vontades e motivações deste público, já que ele compõe grande parte da força de trabalho disponível no mercado atual. 

Para que isso aconteça, além da liderança precisar trabalhar no desenvolvimento dos funcionários, não podemos nos esquecer que os líderes também precisam estar em constante evolução, pois seu desenvolvimento não pode ficar estagnado. 

Antes de nos aprofundarmos nesse assunto, vamos entender quem está por trás dessa mudança no mercado.  

Quem são os millennials?

Nascidos entre 1979 e 1995, os millennials, ou geração Y, são aqueles que cresceram rodeados de recursos tecnológicos, e que apesar de terem nascido em um mundo analógico, hoje possuem uma relação intrínseca com o meio digital. 

Esse público, com idades entre 26 e 40 anos, faz parte de uma cultura conectada através da internet e que preza pela praticidade em suas relações. 

Em razão de terem maiores oportunidades e fontes de informação, as suas ambições profissionais diferem da geração anterior, que possuía o pensamento de cravar raízes no seu ambiente de trabalho. 

A geração de 1946 a 1964, chamada de baby boomers, compreende aqueles que nasceram após o final da 2º Guerra Mundial, e por terem crescido nesse período, possuem pensamentos mais tradicionalistas, valorizando o equilíbrio profissional e financeiro. 

Essa geração já trilhou sua carreira profissional e está se encaminhando para a aposentadoria, logo, em pouco tempo não estará mais compondo a força de trabalho. 

Existe ainda a Geração X, dos nascidos de 1965 a 1979, que representa 26% do mercado de trabalho. Eles estão mais habituados aos meios digitais que a geração anterior. E em conjunto com os baby boomers, são os que atualmente lideram os millenials. 

Com os millenials tomando a frente da força de trabalho, as empresas devem olhar com atenção para essa geração. É nessa etapa que entra o e-leadership. 

Liderança tradicional x e-leadership 

A força de trabalho atual pode ser dividida entre três gerações: a dos baby boomers, a geração X e a dos millennials, sendo os dois primeiros os líderes e o último, os liderados, na grande maioria dos casos. 

Ainda assim, podemos separar os millennials dentro de dois grupos etários, pois há uma grande diferença em quem nasceu no início dessa geração, os chamados old millennials, para quem nasceu no final, os young millennials.  

Embora essa diferenciação deva ser considerada no que diz respeito ao consumo e outras práticas, quando falamos no âmbito profissional, esse grupo deve ser encarado com apenas um, o dos Millennials. 

Segundo pesquisa realizada pelo Itaú BBA, os millennials correspondem a 34% da população brasileira, sendo 50% da força de trabalho atual, com previsão de dominar 70% do mercado até 2030. 

Portanto, é necessário que as empresas estejam prontas para não só receber esses profissionais no time, mas para mantê-los também, afinal de contas, esses serão os líderes de amanhã. 

Diferentemente dos baby boomers, os millennials têm tendência a trocarem de emprego com maior facilidade, pois desejam se sentir conectados com o ambiente profissional que estão inseridos. 

Eles buscam se desenvolver profissionalmente e querem evoluir em suas carreiras, por isso, quando não encontram esse apoio na empresa, partem em busca de outras oportunidades.  

Neste sentido, a liderança desse grupo deve se estar atenta às mudanças mercadológicas, pois do contrário, esses profissionais estarão desmotivados e em questão de tempo, trocarão de emprego. 

As gerações anteriores trabalhavam sob condições mais fechadas, como por exemplo: trabalho 100% presencial, necessidade de bater o ponto diariamente, além da hierarquia vertical, em que possuíam pouco ou nenhum poder de decisão. 

Além disso, os processos e tarefas do dia a dia não eram tão pautados no uso de tecnologias e eles foram inserindo-as em seus ambientes profissionais de forma lenta, conforme a necessidade os obrigavam. 

No caso dos millennials, eles demonstram preferir ambientes de trabalho mais flexíveis, que os deixem optar por seus horários de trabalho e mais inclinados ao trabalho remoto ou híbrido. 

Outro ponto é que por terem mais familiaridade com o ambiente digital, 33% dos millennials são os primeiros a testar e adotar novas tecnologias, pois o uso desses artifícios são parte integrada no seu dia a dia. 

Além disso, prezam por locais de trabalho com o modelo de hierarquia horizontal, pois desejam participar das decisões, que passam a ser tomadas no coletivo, e com isso, sentem-se parte do todo e ajudam a inovar a empresa. 

Os líderes desse grupo devem se atentar, não somente às características acima, mas a também moldarem a empresa se acordo com as tecnologias disponíveis, pois a tendência é que apareçam novos recursos digitais a cada dia. 

Utilizar ferramentas e colaboração online faz com que o time compartilhe experiências e ajudem uns aos outros, mostrando maior entrosamento, e isso reflete diretamente no clima organizacional. 

Fazer uso de ferramentas de gerenciamento de projetos, por exemplo, também facilita na comunicação e é possível fazer com que toda a equipe saiba o que está sendo feito, o que necessita de aprimoramento e também saibam quais tarefas já foram realizadas. 

Já para as reuniões por vídeo, que se tornaram parte da rotina de muitos trabalhadores no último ano, podemos contar com plataformas de criação de diagramas ou mapas mentais colaborativos, e claro, de forma online. 

Serviços que possuem armazenamento na nuvem também podem ser úteis e vantajosos para todos, pois o acesso por notebooks, e principalmente smartphones facilitam o acesso. 

E é nesse sentido que as gerações anteriores precisam estar atentas para lidar com os millennials, pois muitas dessas ferramentas online já fazem parte do cotidiano desses funcionários. 

Dessa forma, trazê-las para o ambiente profissional demonstrará que a empresa está em conformidade com o que há de mais atual no mercado, além de acompanhar uma necessidade do mundo moderno. 

Afinal de contas, ninguém quer trabalhar em um local que está parado no tempo, sem olhar para o futuro dos profissionais e do mercado de trabalho. 

Por fim, o que visam essas ferramentas e serviços, é o engajamento e participação dos funcionários, que mesmo trabalhando à distância, necessitam de acompanhamento, por isso a necessidade do e-leadership nas empresas. 

Benefícios da e-leadership 

Agora você já entendeu o que é e-leadership e a importância de tê-la na sua empresa, mas você já pensou nos benefícios que isso pode trazer para seu time? Veja alguns: 

  • Funcionários que tenham liberdade no ambiente profissional, seja para escolher o melhor lugar ou horário para trabalhar, realizam suas tarefas de forma mais segura, pois entendem o período em que são mais produtivos. 
  • Com entregas mais eficientes, o time se sente mais motivado e engajado, aumentando o rendimento individual e da equipe, o que traz benefícios para a liderança e a empresa de forma geral. 
  • Um time com mais autonomia, se torna mais confiante para participar e colaborar com novas ideias, pois se sente inserido em processos de tomada de decisão e planejamento.  

Todas essas ações ajudam a potencializar as competências dos colaboradores e também a diminuir a taxa de REDUCTION, pois é possível reter talentos seguindo as tendências de mercado. 

A base principal para a aplicação do e-leadership é a tecnologia, então o RH que compreende que processos eletrônicos são mais rápidos e flexíveis, além de facilitadores no gerenciamento de pessoas, sai na frente dos demais que não estão olhando para isso. 

Utilizar softwares de recrutamento e seleção, avaliação de desempenho ou performance, por exemplo, posiciona sua empresa de melhor forma no mercado de trabalho, pois é possível comprovar a satisfação dos funcionários por meio dessas ferramentas. 

Por essa razão, não deixe de conhecer o Cognitive RH! 

Um software completo que contribuirá para um RH mais estratégico e que mostra que sua empresa está em harmonia com o que há de mais novo no mercado.  

Por Grazyele Lopes