Teste de Perfil Comportamental: 4 aplicações no RH

 

“Conhece-te a ti mesmo” é uma máxima socrática que tem atravessado os séculos até chegar a nós. Mas o que ela tem a ver com o tema deste tópico, o teste de perfil comportamental?

 

Muito! Afinal, esse teste mapeia as características prevalentes do comportamento de um indivíduo. Algo que serve ao setor de RH em diversas aplicações.

 

Indicadores de RH

 

Mas quais aplicações exatamente? De que forma um gerente ou líder de equipe se beneficiariam usando esse teste? Bom, é isso que vamos discutir neste post.

 

Se quiser entender um pouco mais sobre onde e como eles podem ser úteis, continue com a gente! Confira:

 

  1. Teste de perfil comportamental: aplicações e tipos
  2. Usando o teste de perfil comportamental para processos de Recrutamento e Seleção
  3. Autoconhecimento e desenvolvimento de funcionários
  4. Planejamento de carreira e sucessão
  5. O perfil comportamental na formação de times
  6. Onde encontrar um bom teste de perfil comportamental?

 

1. Teste de perfil comportamental: aplicações e tipos

 

Como dissemos, o teste de perfil comportamental dá às pessoas a oportunidade de mapear os seus comportamentos e, a partir deles, ter uma ideia do seu perfil. No mundo corporativo, isso pode ser usado em muitas aplicações:

 

  1. Recrutamento e Seleção
  2. Desenvolvimento de funcionários
  3. Planejamento de carreira e sucessão
  4. Formação de times

 

Vemos, então, que um “simples” teste de perfil comportamental tem uma enorme gama de utilidades. Claro, não é apenas um “simples” teste. Há muito para ser discutido aqui, começando com os diferentes tipos de testes disponíveis no mercado.

 

Na internet encontramos muitos destes testes. Basta uma rápida busca no Google para termos acessos aos mais diversos tipos de mapeamento comportamentais. Muitos deles gratuitos! Que são até interessantes de serem feitos. Mas, como é de se esperar, são genéricos e nem sempre têm uma metodologia clara.

 

Em geral, esses testes gratuitos são compostos por perguntas elementares e fáceis de serem respondidas. Por exemplo: “Qual destas palavras tem mais a ver com você?” As respostas são do tipo “determinado”, “reflexivo”, “sociável” ou “enérgico”.

 

Ao final, baseando-se na pontuação das respostas, o teste entrega ao usuário uma categoria (ou um arquétipo) de comportamento, com características “típicas” desse perfil. Por exemplo, “Perfil perfeccionistas”. Entre as suas características estariam “forte ideal de perfeição e extremamente detalhista”.

 

Não é nada muito profundo, porém dependendo da aplicação até vale a pena investir alguns minutinhos para conhecê-los.

 

No entanto, há testes mais robustos no mercado, construídos em cima de metodologias sólidas e renomadas. E são testes assim, mais estruturados, que podem ajudar, e muito, o departamento de RH.

 

Vamos falar um pouco mais sobre isso então.

 

2. Usando o teste de perfil comportamental para processos de Recrutamento e Seleção

 

Teste de perfil comportamental
Você utiliza testes de perfil comportamental no processo seletivo?

 

Você conhece os conceitos de P-J fit e P-O fit? Se não conhece, não tem problema. Clique aqui e entenda com mais detalhes.

 

Mas, resumidamente, usamos o P-J fit (Person-Job fit) para descrever a aderência entre as características de um indivíduo e os requisitos necessários para um determinado trabalho.

 

E usamos o P-O fit (Person-Organization fit) para mensurar a convergência entre um indivíduo e uma organização. Isto é, em que grau a pessoa e a empresa priorizam os mesmos valores e crenças.

 

Mas por que esses conceitos foram trazidos à tona? Porque, de maneira geral, é para isso que o RH aplica o teste de perfil comportamental durante um processo seletivo. Para saber o P-O fit e o P-J fit de um candidato! 

 

Portanto, com um conjunto de perguntas relativamente simples, o recrutador tem uma ideia objetiva de como aquele candidato se comportará nas mais diversas situações. E, juntamente com outros testes, também pode entender melhor se ele se adequa à cultura organizacional daquela empresa.

 

3. Autoconhecimento e desenvolvimento de funcionários

 

Sem sombra de dúvidas, uma das aplicações mais interessantes do teste de perfil comportamental é a de autoconhecimento. Citar Sócrates no começo do texto pode parecer muita pretensão da nossa parte, mas tem um porquê.

 

Autoconhecimento não é apenas importante em termos abstratos ou filosóficos. É importante sobretudo para a pessoa evoluir profissionalmente! Afinal, como é possível estimular seus pontos fortes e reparar seus pontos fracos se a pessoa nem mesmo sabe quais são esses pontos?

 

Um médico jamais receitaria um remédio se não tiver o diagnóstico em mãos! Analogamente, é fundamental para um indivíduo que deseja crescer na carreira ter mapeadas as suas qualidades. E, também, os seus “defeitos” (ou, pelo menos, os pontos a serem melhorados).

 

Imagine, por exemplo, que ele esteja buscando um emprego na área de publicidade e propaganda. Essa área requer grande capacidade criativa, certo?

 

Se o resultado dos testes comportamentais mostrar que seu traço criativo não é tão forte quanto outros traços (p. ex., organização), uma boa medida seria tentar desenvolver essa habilidade. Ou então, numa cenário mais radical, até mesmo trocar de área!

 

Isso porque não é tão simples mudar seu perfil. Ajustes e reparos podem ser feitos, com bons resultados em curto prazo. Porém, mudar radicalmente o perfil é algo mais trabalhoso. E leva mais tempo.

 

Outra ótima estratégia é formular um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Isto é, um roteiro que busca estimular o processo de evolução de um colaborador. Tanto no sentido profissional quanto no pessoal, sempre focando em objetivos específicos.

 

Desse modo, assim como o autoconhecimento, o PDI ajuda a catalogar pontos fortes e fracos do funcionário. E também expande seus horizontes para novas oportunidades, incluindo a possiblidade de migrar para outros setores dentro da empresa, onde seus talentos seriam melhor aproveitados.

 

4. Planejamento de carreira e sucessão

 

Teste de perfil comportamental para desenvolvimento de carreiras
Você sabe aonde quer ir com a sua carreira? Quais competências desenvolver para isso?

 

Um funcionário precisa saber mais ou menos o que quer da carreira, não é mesmo? Ter uma ideia de desenvolvimento profissional, com metas para médio e longo prazos. Quem sabe até mesmo um objetivo mais difícil de atingir, um patamar quase idealizado, que servirá como um norte para sua jornada. Afinal, é como dizem: sonhar não custa nada…

 

No entanto, também é papel do RH orientar o desenvolvimento dos seus funcionários. Servir como um facilitador de conquistas profissionais, alguém que possa conduzi-los às melhores escolhas.

 

Dessa forma, assim como no tópico anterior, nada melhor do que fazer um PDI para cada colaborador. E, nessa questão, o teste de perfil comportamental ajuda bastante. Pois o RH e os gestores terão acesso aos pontos fortes e fracos de seus funcionários, podendo mostrar a eles a melhor maneira de trabalhar suas competências.

 

Como se sabe, a elaboração de um PDI tem como intuito, entre outras coisas, consolidar os interesses da organização às aspirações pessoais dos colaboradores.

 

Para isso, é necessário formular um planejamento completo, com pontos de partida e de chegada. Isto é, metas e objetivos bem definidos, desafios parciais, indicadores de desempenho e conquistas finais. A ideia é levar o funcionário a superar suas próprias expectativas. Chegar aonde jamais imaginou que poderia chegar.

 

Como consequência, teremos o aumento de produtividade da equipe, maiores motivação e foco para o trabalho. E mais cumplicidade entre funcionário e organização. Um colaborador mais satisfeito é um colaborador que traz mais resultados à empresa.

 

Esta aplicação é também uma excelente maneira de diminuir o turnover da organização. Afinal, se objetivos dele estão alinhados com os da empresa, por que ele a abandonaria da noite para o dia?

 

5. O perfil comportamental na formação de times

 

Qual é a definição de time? Segundo o Houaiss, time é um “grupo de pessoas empenhadas numa mesma atividade conjunta”. Ou seja, são aqueles que trabalham juntos para atingir um mesmo objetivo.

 

Dessa forma, é extremamente aconselhável que os gestores saibam conciliar as competências e as personalidades da sua equipe. Saibam casar habilidades para que elas, juntas, produzam o melhor resultado possível.

 

E como ter esse quadro de características pessoais de cada funcionário? Submetendo-os ao teste de perfil comportamental! É o que recomenda Howard Hills em seu livro Team-based Learning (“Aprendizagem baseada em equipe”, em tradução literal), onde podem ser encontradas dicas interessantes às lideranças corporativas:

 

O líder será capaz de avaliar as qualidades pessoais dos membros da equipe. […] Ele pode ter que encorajar certos membros a desenvolver preferências por pessoas ou funções de tarefas que não são sua preferência principal. Por exemplo, em uma equipe em que os membros são pouco colaborativos, alguém precisa cuidar do bem-estar geral e manter as relações de trabalho harmoniosas.

 

Devemos lembrar também que as informações referentes à personalidade de um funcionário são pessoais. E nem sempre ele estará disposto a compartilhá-las. Aplicar testes durante o processo seletivo é uma coisa. Aplicar testes ao longo da trajetória de um funcionário contratado é outra.

 

Se a empresa não deixar claro desde o início que esse procedimento faz parte da sua cultura organizacional, talvez o colaborador não se sinta muito confortável em ser analisado em níveis tão profundos assim. É preciso um pouco de tato e delicadeza nesses casos. Mas vale a pena tentar: ambos têm a ganhar.

 

6. Onde encontrar um bom teste de perfil comportamental?

 

Teste de perfil comportamental é um dos testes mais facilmente encontrados na internet. Há inúmeros tipos disponíveis, com metodologias bastante diferentes entre si. Vão dos gratuitos aos (muito bem) pagos! E todos, bem ou mal, são instrumentos interessantes.

 

Agora, há aqueles testes baseados metodologias mais comprovadas e com resultados mais sólidos. Usá-los num processo seletivo estruturado já é basicamente uma necessidade do setor. Por isso, recomendamos fortemente que vá atrás de um!

 

A Mindsight tem uma solução perfeita para sua organização: a bateria de testes psicométricos Mindmatch. Esses testes foram formulados a partir de metodologias cientificamente comprovadas.

 

Com eles, o recrutador terá acesso a inúmeros dados do candidato, como um conjunto de valores e crenças, a personalidade e os níveis de raciocínio fluido, habilidade social e motivação.

 

Nosso teste de perfil comportamental é bastante confiável e produz resultados consistentes. Foi elaborado com base na metodologia Big Five e mensura diferentes atributos de personalidade. O teste é realizado a partir da autopercepção do sujeito. Ou seja, é um self-assessment.

 

Além disso, nossos algoritmos usam inteligência artificial e são capazes de gerar relatórios completos com fit cultural, cruzando os resultados dos testes de cultura. E o match com a vaga, trazendo uma excelente predição de performance!

 

Portanto, busque um processo seletivo mais justo e otimizado. Isso ajudará muito na escolha dos candidatos mais adequados à organização.

 

Mas saiba que a otimização não termina aí. Acompanhe seus funcionários em suas jornadas dentro da empresa. Oriente seus passos e facilite o desenvolvimento pessoal deles. A organização só tem a ganhar com isso! 

 

Indicadores de RH

 

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